Quem escreveu o texto de hoje foi a Sílvia. E escolheu uma personagem contemporânea, multifacetada, sofrida e atuante. Numa espiral de admiração, Sílvia nos traz Lady Di e quem nos traz Silvia é Bárbara, que já passou por aqui:
Silvia, ou Sil, como eu a chamo, é uma amiga muito querida e especial. Intensa. Como toda sagitariana, ama demais, sofre demais, anseia demais. E é uma amiga muito ciumenta, dessas que fazem mimimi se a gente não aparece no aniversário dela. É ótima companhia pra tardes regadas a conversa, café e doces. E é dessas que dá risada muito alto e acha que a vida está ai pra ser vivia ao máximo. É apaixonada pelos dois afilhados e casada com o Ju há 5 anos.
Diana de Todas Nós
Eu era bem criança quando, em 1989, o casamento da princesa Diana foi transmitido ao vivo pela TV. Toda a pompa com a carruagem, o véu comprido e milhares de pessoas acenando na rua fez parte da minha fantasia de menina por vários anos. Achava que deveria ser o máximo ser princesa com serviçais, cavalo branco e um castelo.
Alguns anos depois, já adolescente, ouvi falar bastante que Lady Di ditava moda, cortes de cabelo e que era engajada com os problemas típicos dos menos afortunados. Foi só nessa época que me atentei ao fato de que ela era casada com um cara feio, baixinho e orelhudo que não era príncipe, mas um sapo. Um sapo que tinha uma amante velha e feia, enquanto ela era jovem e linda. Um sapo pau mandado da mãe, uma bruxa como quase todas as sogras conseguem ser. Assim, cheguei à conclusão que não adianta ter um castelo e serviçais se você não tem um príncipe encantado e não pode viver feliz para sempre com ele.
Diana, infeliz no casamento, mergulhou de cabeça em causas como o combate à AIDS e minas terrestres, que matam centenas de pessoas todos os anos, e mostrou que ser princesa não era ficar sentada no trono tomando chá. Era ser exemplo, mostrar que todo mundo é igual e que precisa de carinho e atenção, independente de qualquer título. Não à toa, na minha opinião, chamavam-na de Lady (na verdade, recebeu o titulo por ser filha de um Conde). Ela tinha o caráter acima da coroa.
O divórcio em 1996 acabou depois de escândalos por parte do príncipe-sapo e sua velhota. Diana não agüentou ser deixada de lado por tanto tempo. Menos de um ano depois, Diana namorava o milionário Dodi Al-Fayed e foi perseguida por muitos paparazzi em Paris até que, em um túnel houve o acidente que lhe tirou a vida. Milhões de pessoas choraram sua morte e eu, confesso, fiquei triste. Porque o mundo tinha perdido uma mulher forte, de bom coração e que em nenhum momento se entregou.
Quiçá todas as mulheres tenham sua porção Diana: busquem a felicidade e os cuidados de um príncipe. Que mais mulheres se preocupem com os males do mundo, que amem, lutem e não se conformem. Peçam colo, chorem, gritem, abracem e continuem fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Sejam únicas. E amem, amem muito. Porque só o amor é capaz de construir e melhorar a vida de cada uma. E que o dia da mulher seja, na prática, todos os dias do ano.

3 Revelações:
olha a diana aqui tambem!
sonhei com ela, chorei com ela, e por ela…
tão bela, †ão só!
Princesa, jovem, mãe, rica e infeliz, pegou tudo isso é tentou fazer a diferença!
bjs
Jussara
Eu gosto demais da Diana. Ela viveu o que achou que seria um sonho, logo logo transformado em pesadelo. Seu olhar denunciava sua tristeza. A tristeza de quem faz tudo o que pode para ao menos sobreviver.
Mas não consigo ver Charles só pelo prisma do "sapo com uma amante velha e feia". Acho que ele foi o contrário do sertanejo. Antes de tudo, um fraco. Penso que se apaixonou pela tal mulher e, mesmo depois de velha e feia, só conseguia enxergar nela a menina que fora um dia, e por quem seus sentimentos afloraram de maneira tão forte. Mas não deu conta de assumir sua vida.
Pobre moça Diana, que acabou tendo que pagar a pena do pato pela covardia do sapo fraco.
Literalmente, pena.
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