Pequenas Dores, Grandes Alegrias

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Das Alegrias
Esse fim de semana estive em Brasília e tenho um monte de fotos que não podem provar isso. É, assim mesmo: minhas fotos não indicam nem vagamente onde eu estava. Elas têm gente e mais gente e sorrisos e isso me basta.

 Ganhei presentinhos, ganhei abraços, ganhei o dia em conversas únicas. Prosear miolo de pote é talento valorizado no meu coração.

Os vôos foram interessantes: no de ida, lendo o livro da Fal, chorei sem sentir e a comissária de bordo me perguntou baixinho e tranquilizadora se eu estava bem. Eu quase respondi que estar bem nunca significou não saber a angústia de viver, mas disse apenas que sim e me dá mais uma balinha de café. No vôo de volta, lendo o livro novo do Verissimo que ganhei da certeira Rita, gargalhei alto e recebi olhares enviesados dos vizinhos de poltrona. Tenho que dizer que a Rita é tão linda que me dói um tantinho não abraçar agora, já e todo tempo, ao mesmo tempo, é querer bem tão certo, que a geografia não ameaça.

Fiquei na casa da SrtaBia (aquela das Sextas de Nova) e vocês não imaginam o que é ser acarinhada assim, de forma tão sorridente e meiga. Não há abraço e obrigadas que digam tudo que eu preciso dizer pra essa mulher linda (e pra seu amado, tão fofo, gentil, presente e divertido). Da casa da linda Bianca (hohoho, é uma graça quando penso nela assim, sem o srta. e o diminutivo) para os abraços lindos das blogueiras feministas e pro carinho fofo dos BonitõesdaTL. Amor eterno à musa Bete Davis que é linda e acolhedora.

Essa farra toda é culpa da Mari. Foi ela que veio de tão longe e provocou...porque não? E eu gosto tanto do sim. Fui. Fomos. Muito amor por essa mulher linda, forte, intensa e tão espirituosa.

E sabe quando o bom da vida chega de repente e sem avisar? Então, eu já tinha lido a Dani um tempo atrás, porque ela comentava no blog da Rita. Vez em quando passeava por lá, mas nem eu nem ela (eu menos que ela) éramos tão frequentes. E eu nunca comentei, nunca deixei pegada, sinal de fumaça. E aí, tipo a ciranda do Drummond, ela me chegou em abraço, conversa e risos. Brasília em esfuziante bahianidade. Linda, doce, sagaz. 

E eu lembro que sabia quase nada de internet até 2009. Pesquisava artigos científicos, basicamente. E, aí, o blog (os blogs) e essa gente incrível que foi chegando e fazendo festa no meu coração. Eu hoje não sei, não consigo imaginar como viveria sem eles: da S. dos girassóis e conversas na madrugada – a primeira a tornar-se um rosto e um abraço, até o amigo que já foi beijo e tem um jeito bom de esticar conversa e me saber inteira. 

A internet - essa linda! - fez caminho pra uma das amizades mais gostosas que tenho. O amor que sinto pela Iara é de vasculhar palavras e não saber dizer. Amo tudo e tanto. A força. A sensatez. A capacidade de refletir. A coragem de se jogar. A delicadeza com que entra. A facilidade com que espalha. A beleza com que se despede. Iara é imensamente bela e eu fico tão feliz dela me querer bem. 

Eu reconheço a vida boa que tenho. Sou grata. Sou grata por cada abraço, cada risada, cada palavra. Sou grata pelos encontros, pela generosidade e gentileza de todas essas pessoas fantásticas que tenho o privilégio de conhecer. Eu sei que recebo muito porque aceito muito. Isso não faz com que eu seja menos reconhecida, apenas exige que eu lembre, também, da família incrível que me educou para o amor e para a alegria. Porque viver bem não é só uma intencionalidade (as condições econômicas, sociais, biológicas e outras tantas tão aí pra isso) mas é, também, uma escolha. Eu escolho o bom. E quero mais.

Dói, mas só quando respiro
Minha querida S. escreveu um post lindo e reflexivo sobre ela, eu, Rafa, amizade, mudança. Já li e reli e pensei e pensei mais um pouquinho e ainda não comentei nada. Acho que ela está certa. E acho que não. Minha tempestade não foi antes do Rio, sabe. Foi depois. Só que meu vendaval é safado, vem disfarçado de brisa, calmaria, descanso. Vem com cara de bonança e é aí que me perco. Os vazios têm crescido em mim. Os silêncios. Aquela impressão de que a solidão - que sempre foi confortável, mas esparsa - agora é muito mais constante e demasiado íntima. Aí ando dizendo menos, porque tenho sentido menos falta de sentir falta, dá pra entender? Acho que o nosso encontro não nos afastou, acho que acomodou. Tipo: agora já sabemos, somos lindos, nos amamos e é tudo verdade, podemos descansar. Uma coisa que aprendi é que é mais fácil ser amigo quando os momentos são iguais: todo mundo sozinho e na balada, todo mundo casado e feliz, todo mundo traindo, todo mundo na faculdade, todo mundo reclamando da família, todo mundo igual. Mas é tão gostoso ser amigo quando um vai com a cana e o outro volta com a rapadura.

8 Revelações:

Rita disse...

Sua linda.

<3

bj
Rita

Juliana disse...

Coisa boa essa de descobrir que aquelas que são lindas virtualmente são ainda melhores de pertinho, né?

Palavras Vagabundas disse...

Pelo que ando vendo por aí, o encontro foi tudo de bom!
bjs
Jussara

Daniela disse...

Essa post é de uma lindeza tal que nem sei o que dizer. A sua delicadeza é do tamanho da sua gargalhada. Foi bom demais!

Iara disse...

Ai, Lu. Ce me mata desse jeito, mulher! Ô coisa boa que é ter você na minha vida!

S. disse...

chorando! :*

Priscilla Brito disse...

Deixa eu entrar na sua vida também, Lu?

Niara de Oliveira disse...

Amei. Que novidade, né? Gosto de praticamente tudo que escreves e que consigo ler. Deveria ler mais, né? Beijo, linda! Espero que em breve possa ler aqui o relato do encontro das nossas asas batendo em revoada por aí, bandoleirando. =))

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